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Crescer é difícil


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A gente sempre escuta da geração anterior a nossa que no tempo deles que as coisas eram boas. E ao sempre ouvir isso eu pensava que era besteira porque as coisas sempre evoluem para melhor, certo? Bom, de um tempo para cá acredito que passei a entender um pouco mais essa nostalgia.

Eu estava assistindo um desenho onde o personagem principal que tinha dois filhos jovens dava uma carona a eles e seus colegas de escola, e no carro o pai se sentindo super descolado colocou um CD de Rock, e então percebeu os filhos constrangidos na frente dos amigos porque seu pai não conhecia as músicas atuais. Eu parei para pensar e percebi que até hoje as músicas que eu ouço são praticamente as mesmas que comecei a ouvir aos 15 anos, e  que amigos próximos comentam que nas rádios já não tocam músicas boas. E então percebi que já entramos ou estamos a um passo de entrar na parte nostálgica da vida.

E não comento isso como algo ruim, ou bom, mas percebi que o que nos prende a essas lembranças e a essa sensação de que “no nosso tempo que era bom” esta relacionado a nossa memória afetiva que a pré-vida adulta nos proporciona. A memória afetiva nesse sentido esta conectado a uma fase da vida com menos responsabilidades, menos boletos, e até menos maturidade para enxergar as coisas com a seriedade como enxergamos hoje.

E como podemos julgar essa nostalgia, sendo que quando eramos crianças todo mundo parecia viver para sempre? Ou quando a única preocupação do final de semana era decidir a roupa ou a carona para uma festa. Crescer é difícil. As pessoas próximas a você passam a não ser mais eternas e o pior é que as vezes você não consegue nem se despedir. Você tem filhos e não consegue mais parar para ver um filme ou até ouvir os próprios pensamentos. Você percebe que já não é tão simples largar tudo e ir embora porque a bagagem esta mais pesada.

Quando você completa 18 anos ou quando entra na faculdade, você nunca acha que a sua vida será mais ou menos, sempre achamos que vamos mandar muito bem. E crescemos cheios de expectativa sobre o caminho que vamos seguir e no quanto a nossa vida vai fazer a diferença. E então chegamos lá. E percebemos que as nossas decisões têm consequências e que não dá para resolver chorando, culpando o professor ou até os nossos pais.

O lado bom de tomarmos as nossas próprias decisões é que a escolha é nossa, e o lado ruim é que a escolha também é nossa. Entender a complexidade disso nos torna adultos, e entender que mesmo tomando nossas decisões não temos o controle de tudo, nos torna pessoas mais felizes. Talvez esse exercício seja o “x” da questão, qual é o ponto ideal para não estacionarmos na vida pré-adulta já sendo adultos e para não esquecermos que sempre podemos mandar muito bem e ter expectativas de realizar o que buscamos?

Talvez a gente nunca descubra. Mas crescer é inevitável.

 

 

 

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