A dura verdade sobre a crise dos refugiados e os voluntários internacionais

SOBRE A CRISE DOS REFUGIADOS

Existem mais de 50 milhões de refugiados no mundo nesse momento. Esta é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que tantas pessoas tem abandonado suas casas em perigosas jornadas em busca de segurança.

Para nós isso não é tão fácil de entender, sentados em nossas casas confortáveis, usando WIFI para ler este artigo. Mas, para outros, sua rotina diária está agora na estrada, esperando a chance de construir uma nova vida. A crise dos refugiados é complexa, mas vou tentar dar uma visão geral: a maioria dos refugiados está fugindo da violência e da agitação no Oriente Médio, com os principais países representados como Síria, Afeganistão e Iraque. Há também refugiados que tentam deixar as economias em ruínas e os governos abusivos, como os do Kosovo e do Paquistão. E o fato de que alguns dos refugiados estão procurando oportunidades econômicas, em vez de correrem o risco de perder a vida, que alguns meios de comunicação se referem à crise dos refugiados como uma “crise dos migrantes”.

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Milhares de cidadãos tem sido forçados a sair de seus lares em busca de segurança

A maioria dos refugiados se dirigem para a Europa, principalmente pelo mar, e o país que recebe mais refugiados é a Alemanha. Enquanto os alemães inicialmente acolheram os refugiados com os braços abertos, os ataques subsequentes alegadamente realizados por refugiados têm deixado muitas pessoas com medo e o apoio ao recebimento de refugiados despencou. A Hungria e a Suécia também aceitaram muitos refugiados, mesmo quando a Hungria tentou fechar suas fronteiras. O mundo foi movido pela situação dos refugiados e, embora não esteja nos holofotes ou a nossa vista o tempo todo, a crise dos refugiados ainda é uma crise.

MUITOS DE NÓS ESTÃO PERGUNTANDO, COMO PODEMOS AJUDAR OS REFUGIADOS? PODEMOS SER VOLUNTÁRIOS?
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Se você fala alguns dos idiomas mais usados no mediterrâneo existem ainda mais formas de ajudar.

A resposta para isso é – depende. Depende de você e de onde você está.

É o auge do fenômeno do “salvador” pensar que nós, voluntários relativamente privilegiados sempre somos úteis, o tempo todo, apenas aparecendo no lugar. Em vez disso, muitos voluntários podem tornar as coisas mais difíceis aparecendo para trabalhar sem as habilidades e recursos necessários para se sustentar, fazendo assim o oposto de conseguir ajudar verdadeiramente os outros. Vimos isso acontecer após o terremoto no Haiti, onde voluntários bem intencionados inundaram a ilha, e acabaram sendo apenas mais um fardo para os trabalhadores humanitários em dificuldades e os haitianos locais. Após o terremoto no Nepal muitos voluntários foram convidados a ficar em casa e enviar doações ao invés de ir até lá. Da mesma forma como devemos ser cuidadosos com o trabalho voluntário em resposta a desastres naturais como terremotos, também precisamos ter cuidado em situações humanitárias complexas, como a crise dos refugiados.
Se você não pode falar o idioma local, quem vai traduzir para você? Se você não tem condições de bancar sua hospedagem, alimentação e transporte, quem vai fazer essas coisas? Você pode acabar usando o valioso tempo de um trabalhador local que já tem muito trabalho a fazer. Devemos avaliar cuidadosamente a situação, o nosso próprio conjunto de habilidades, e os nossos pontos fortes antes de saltar e se voluntariar com refugiados no exterior.
NÃO DESISTA DA IDÉIA DE SE VOLUNTARIAR

Não devemos desistir do voluntariado por inteiro. Quando a crise dos refugiados começou e refugiados desesperados inundaram a Grécia, foram voluntários e pequenas organizações locais que estavam salvando vidas e apoiando os refugiados. Enquanto as organizações maiores se moviam devagar, recebendo tudo em ordem, os voluntários locais se lançaram em ação. O voluntariado pode, e muitas vezes, salvar o dia! Ainda há muita necessidade, e, se você deseja se voluntariar diretamente com os refugiados, aqui estão os cenários em que o voluntariado poderia realmente ser útil. 🙂
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1. Você possui habilidades e experiência necessárias.

A maioria das oportunidades de voluntariado com refugiados exige que você tenha alguma experiência relevante, pelo menos, a experiência trabalhando culturalmente. Além disso, as habilidades trabalhando com populações vulneráveis, em reassentamento, ensino, assistência médica, aconselhamento e assistência jurídica são de grande utilidade. A experiência em situações de crise e vulnerabilidade de qualquer tipo é muito relevante. Certifique-se de que qualquer organização com a qual você esteja trabalhando perguntará sobre seus antecedentes (e deve fazer uma verificação de antecedentes), então eles não estão deixando ninguém despreparado ir trabalhar com populações vulneráveis.

2. Você fala o idioma.

Os tradutores são sempre úteis! E assim, ninguém mais teria que se dedicar a traduzir para você. Você fala no mínimo o Inglês, ou árabe, Pashto, francês, Dari, Farsi, albanês ou qualquer outro idioma necessário? Fantástico!
E o que há de melhor em habilidades de linguagem é que você pode até mesmo ajudar remotamente, traduzindo documentos, notícias ou posts de blogs para diferentes idiomas.

3. Você pode se manter.

Se você pode se manter, comprando seu vôo, pagando sua hospedagem, sua comida e seu seguro de viagem (não se esqueça!), Então você não precisará obter ajuda financeira de qualquer organização, que poderá usar esse dinheiro para ir diretamente aos refugiados.
Claro, muitas organizações estão felizes em ajudar a pagar salários pequenos ou despesas de viagem para voluntários qualificados, e se eles tiverem o dinheiro, isso é legal! Mas ser você é capaz de se sustentar, e puder pedir-lhes para usar o dinheiro onde mais é necessário com os refugiados, seria ainda mais legal. 😉

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Tudo o que você precisa saber para ser voluntario no exterior com refugiados

Todos os dias turbulência política e guerras forçam pessoas a saírem de suas próprias casas e países. Tendo que recomeçar suas vidas do nada, esses refugiados muitas vezes precisam lutar diariamente para receber até mesmo as necessidades humanas mais básicas.

Ao se voluntariar no exterior em suporte a refugiados você pode fazer a diferença. Normalmente, esses projetos envolverão trabalhar em um campo de refugiados, ensinar inglês, fornecer assistência médica (se você estiver qualificado), ou apoiar organizações – como o IRC – International Rescue Committee – por meio de trabalhos administrativos.

Tenha em mente que também há muitas maneiras de se envolver a longo prazo com o suporte á refugiados em casa, e você não precisa se voluntariar no exterior para ajudar a causa.

Uma maneira de ajudar é ser voluntário no exterior com uma organização focada em refugiados. Mas o que você deve considerar antes de comprar uma passagem de avião? Onde você pode ir? Que qualificações você precisa? E onde você começa mesmo a busca? Leia mais para descobrir!

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Entrada de refugiados Sírios na Turquia

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Quem disse que a vida não tem preço? Ajude o Joaquim!

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AME Joaquim

Joaquim nasceu em 21 de Julho de 2015, e com apenas dois meses foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME) Tipo 1. A ocorrência com Joaquim foi intra-uterina, ou seja, ele não mexe os braços, pescoço, pernas e até mesmo tem dificuldade de deglutir e respirar. Nesses 7 meses de vida, a doença já o afetou muito. Foram 3 paradas cardiorespiratórias e a metade da vida dele foi no hospital. Hoje, Joaquim se alimenta por sonda e já perdeu praticamente todo o movimento, movendo apenas os olhinhos.

A notícia BOA, que encheu todos os corações de esperança, é que foi descoberto um medicamento chamado SPINRAZA, que faz com que a doença se estabilize. Existe um caso de uma criança que faz o uso do tratamento com SPINRAZA e já se alimenta pela boquinha, consegue movimentar seus braços e pernas, e já respira sozinha! O problema é que esse medicamento só chegará ao Brasil no final do ano de 2017,
o que é muito tardio para quem sofre da AME do tipo 1, como o Joaquim.

CAMPANHA AME JOAQUIM

Os pais de Joaquim iniciaram uma campanha nas redes sociais em busca de doações para o tratamento do pequeno Joaquim. A comoção vem sendo muito grande por parte de todas as pessoas e as doações já estão em cerca de dois milhões e seiscentos mil reais (Dados de 17/03/2017), o objetivo é chegar em três milhões de reais para essa primeira parte do tratamento que incluem não só o único remédio aprovado tratar a doença, como gastos com hospital e fisioterapia.

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Como ajudar os refugiados sírios de todas as formas possíveis

Hoje li no facebook de uma amiga uma história recente que ela viveu, onde ela comentou com uma outra pessoa a respeito do que esta acontecendo em Aleppo na Síria. Ela disse que sentia muito pelo que estava acontecendo e que estava pensando em alguma forma ajudar. A pessoa que estava com ela perguntou porque ela não ajudava quem estava perto, ao invés de olhar para fora do nosso quintal. Ela divagou um pouco sobre o assunto na sua página, mencionando como as pessoas as vezes podem fazer julgamentos e críticas, mesmo quando sua única intenção é ajudar uma outra pessoa. Eu assim como outras pessoas que leram a sua história ficamos com lágrimas de raiva ou de tristeza por saber que tem pessoas que pensam dessa forma.

A situação dos refugiados não é de hoje, e não é problema somente da Síria, ou da Europa, ou dos Estados Unidos. Os refugiados somos nós, mas com menos sorte, do outro lado da TV, sem opção de mudar a foto no facebook e dizer que sente muito. Eles realmente sentem, e a pergunta a ser feita é: O que você sente a respeito? E o que pode fazer a respeito?

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Mais de um ano atrás eu havia escrito um outro texto contanto algumas formas de ajudar as crianças na Síria, hoje decidi atualizar esse texto e incluir algumas outras formas…até mais simples, mas que podem fazer uma grande diferença.

 

ATITUDE NÚMERO 1: DOAÇÕES

Ajudar os milhões de homens, mulheres e crianças atingidos pela guerra na Síria pode parecer uma tarefa impossível se você estiver á milhares de quilômetros de distância, mas instituições de caridade em todo o mundo estão fazendo um trabalho incrível nesta frente – e eles precisam do seu apoio.

Existem muitos meios de ajudar com recursos, e a partir de muitas instituições sérias. Segue algumas delas: Continuar lendo

Arrumando a mochila no Facebook 

Depois de muito enrolar, agora que estou com mais tempo livre devido à reta final do MBA \o/ decidi estender o Arrumando a mochila para o facebook 🙂

Lá além dos textos que geralmente público aqui, também vou compartilhar fotos e vídeos de viagem. 

Dá uma olhada lá! Curte e compartilhe! ❤️

https://m.facebook.com/arrumandoamochila/

Diário de voluntária -Desistir

Prometi que escreveria sempre que fosse fazer uma visita no hospital onde sou voluntária, mas dessa vez demorei um pouco pra conseguir colocar em palavras a experiência que tive no último dia 30.

Foi um dia super cansativo no trabalho, eu estava responsável por um evento que a custo de bastante esforço e uma noite anterior mal dormida, foi um sucesso. Mas por conta disso saí do trabalho as 18h sendo que precisava estar no hospital as 19h. Parece tempo suficiente, mas não quando se mora na capital do transito no país – São Paulo. Fui correndo pra casa, arrumei minhas coisas e fui pro hospital mesmo um tanto exausta.

Chegando lá o Paulo (que é a minha dupla no hospital) estava com outra doutora voluntária que atende com ele outros dias da semana e que nesse dia iria atender com nós dois. Depois de atender nos andares de Clínica cirúrgica, transplante de rim e de fígado ficamos num impasse de ir para a UTI ou para a Oncologia.

A outra doutora voluntária queria seguir o plano tradicional de ir para a Oncologia, mas no último atendimento que eu o Paulo fizemos…prometemos para a responsável pela UTI que iríamos passar lá todo mês (você pode ler sobre esse episódio clicando aqui), e então seguimos para a UTI.

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Diário de voluntária – Equipe médica 

Quando eu decidi criar um diário com as experiências do trabalho voluntário no hospital, pensei em escrever algo sempre depois de ir fazer as visitas no hospital. O que vem ocorrendo mensalmente.

O dia de hoje começou bem tranquilo, tão tranquilo que cheguei a pensar em não escrever nada hoje. Costumo atender no hospital às terças, porém nessa semana meu dupla teve um compromisso e por isso fomos na quarta. Devido a isso, encontramos outra dupla de voluntários da mesma ONG e combinamos de cada dupla ficar com um número respectivo de andares.

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Dia internacional Nelson Mandela – Aja e inspire mudança 

Hoje é o Dia Internacional Nelson Mandela.

A data é uma oportunidade para refletir sobre a vida e a obra de um ícone que aborda os mais altos valores da humanidade.
Neste ano, o tema da PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) é “aja e inspire mudança”. O que você tem feito para melhorar o mundo?


O Dia internacional de Nelson Mandela foi lançado em 2009 por decisão unânime da Assembléia Geral da ONU em reconhecimento ao aniversario de Nelson Mandela em 18 de julho.  Continuar lendo

Diário de voluntária – Retornando 

Depois de um longo período afastada dos hospitais, eu vesti hoje minha personagem e na cia de um veterano da ONG voltei para a atuação como doutora palhaço.

Entre idas e vindas do trabalho voluntário nos hospitais, seja por estudo, distância ou outros dilemas pessoais, esse ano completo três anos de missão.

Quando eu comecei lá em 2013, logo depois que acabei a faculdade, eu achava bonito o trabalho dos Doutores da Alegria e também a história do Patch Adams e isso me motivou.

Claro que é muito mais, descobri depois, e  redescobri hoje. Visitamos quatro andares de um hospital de transplantes. No sexto andar era de cirurgia geral, no quinto transplante de rim, no quarto transplante de fígado e no terceiro era a oncologia.

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Projeto Mini Gentilezas – Mudar o mundo

Eu sou o tipo de pessoa otimista que acredita realmente que existem mais pessoas boas do que más no mundo, que existe final feliz, que o que fazemos de bom para alguém retorna para nós, e que se eu comer e ninguém estiver olhando a caloria não conta. 😉

Então se você sente que esta fazendo errado por sonhar, colocar o coração na frente e acreditar nas pessoas, saiba que é de pessoas como você que o mundo precisa. E esse texto é pra você.

Empatia é a palavra que melhor resume esse projeto e essa instituição chamada Argilando. O objetivo do projeto Mini Gentilezas é doar produtos de higiene para moradores de rua. E é muito simples, aquela pasta de dente ou shampoozinho que você ganha no avião ou no hotel e que nem sempre acaba usando, agora pode levar um pouco mais de dignidade para aqueles que precisam.

O projeto Mini Gentilezas, surgiu de um outro projeto chamado 365 Dias de Agir, onde o objetivo é preencher um calendário de 1 ano com ações positivas, promovendo o bem e colaborando para uma sociedade mais generosa e participativa 🙂

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