Diário de voluntária -Desistir

Prometi que escreveria sempre que fosse fazer uma visita no hospital onde sou voluntária, mas dessa vez demorei um pouco pra conseguir colocar em palavras a experiência que tive no último dia 30.

Foi um dia super cansativo no trabalho, eu estava responsável por um evento que a custo de bastante esforço e uma noite anterior mal dormida, foi um sucesso. Mas por conta disso saí do trabalho as 18h sendo que precisava estar no hospital as 19h. Parece tempo suficiente, mas não quando se mora na capital do transito no país – São Paulo. Fui correndo pra casa, arrumei minhas coisas e fui pro hospital mesmo um tanto exausta.

Chegando lá o Paulo (que é a minha dupla no hospital) estava com outra doutora voluntária que atende com ele outros dias da semana e que nesse dia iria atender com nós dois. Depois de atender nos andares de Clínica cirúrgica, transplante de rim e de fígado ficamos num impasse de ir para a UTI ou para a Oncologia.

A outra doutora voluntária queria seguir o plano tradicional de ir para a Oncologia, mas no último atendimento que eu o Paulo fizemos…prometemos para a responsável pela UTI que iríamos passar lá todo mês (você pode ler sobre esse episódio clicando aqui), e então seguimos para a UTI.

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Diário de voluntária – Retornando 

Depois de um longo período afastada dos hospitais, eu vesti hoje minha personagem e na cia de um veterano da ONG voltei para a atuação como doutora palhaço.

Entre idas e vindas do trabalho voluntário nos hospitais, seja por estudo, distância ou outros dilemas pessoais, esse ano completo três anos de missão.

Quando eu comecei lá em 2013, logo depois que acabei a faculdade, eu achava bonito o trabalho dos Doutores da Alegria e também a história do Patch Adams e isso me motivou.

Claro que é muito mais, descobri depois, e  redescobri hoje. Visitamos quatro andares de um hospital de transplantes. No sexto andar era de cirurgia geral, no quinto transplante de rim, no quarto transplante de fígado e no terceiro era a oncologia.

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Minha primeira vez como voluntária 

Na ONG onde em 2013 eu me candidatei para ser voluntária, antes de você começar a ir aos hospitais como Doutor ou Doutora palhaço você passa por vários treinamentos ministrados na própria ONG, e também passa por cerca de 10 estágios no hospital.

Os estágios são dividos em:

-2 visitas de cara limpa

-8 visitas já vestido como doutor palhaço

Minha primeira visita ao hospital foi em Continuar lendo

Crianças e doações na Índia

Em 2013 eu fui para a Africa do Sul onde trabalhei como voluntária. Uma das razões que me fizeram decidir viajar para trabalhar foi o fato de que eu iria viajar sozinha, e dessa forma, poderia conhecer pessoas diferentes. Como eu iria ficar apenas um mês não quis fazer um curso de inglês ou algo do tipo, claro que eu não sou contra, cada um escolhe a opção que se encaixa melhor! E a minha escolha foi o trabalho voluntário.

Quando comecei a planejar ir para a Índia, lá pro final de 2013 logo depois que voltei da África, eu estava planejando uma nova viagem sozinha. Todo mundo pra quem eu falava sobre a Índia me olhava com cara de espanto e então eu nem convidava rs

Conforme foi passando o tempo, decidiu ir a minha mãe e a minha irmã (a minha mãe decidiu ir ao ver a minha experiência na África, onde ela dizia que a vida toda não havia aproveitado 1% do que eu já aproveitei). A Índia é um dos países do mundo com a maior imersão cultural e com os maiores contrastes comparando com a sociedade que vivemos.

Enfim, viajar em grupo foi uma experiência nova pra mim. Passei o ano todo de 2014 pesquisando e buscando informações sobre a Índia igual provavelmente você faz quando vai viajar para algum lugar diferente (espero que esse blog esteja ajudando), e o trabalho voluntário dessa vez não foi uma opção justamente porque eu não estava sozinha. E a não ser que o seu grupo pretenda fazer o mesmo que você, você não pode impor nada. Em grupo prevalece sempre a democracia!

Leia mais sobre Trabalho voluntário clicando aqui.

Mesmo não indo para a Índia para trabalhar, eu considerei outra opção que se encaixa no contexto social do trabalho voluntário que seria levar doações.

O guia da Índia que nos acompanhou nos primeiros dias da nossa viagem e com quem eu já estava conversando a meses, nos deu uma opção de levar doações, e Continuar lendo